Faz hoje 6 anos que abri pela primeira vez as portas ao site DreamGazer Studios. Originalmente, este site era o local onde eu e a Natacha (Salgueiro) publicávamos várias bandas desenhadas virtuais (webcomics) e os primeiros a verem a luz do dia foram:
- Que sorte a minha (na altura chamado de Pure Bad Luck);
- Vermelho Sangue (na altura conhecido por Each and their choices).
E foram estes dois projectos que catapultaram o que eu almejava que tivesse sido uma longa e produtiva "carreira" no mundo dos webcomics. E se coloquei o "carreira" entre aspas foi porque nunca me iludi a pensar que ganharia dinheiro com isso. Fazia-o por gosto e consegui convencer a Natacha a entrar no esquema também.
As coisas correram bastante bem nos primeiros meses, até porque tínhamos já algum material adiantado e ao fim de menos de dois meses, eu estava já a trabalhar em mais dois webcomics (Alma e Lobo & Dragão (na altura conhecido como Avoiding Destiny)). Escusado será dizer que ao fim de alguns meses percebi que não conseguiu desenhar três bandas desenhadas com regularidade e ainda por cima escrever uma quarta e fazer a balonagem da mesma (Que sorte a minha).
Comecei a falhar com as actualizações e aos poucos deixei, pura e simplesmente, de actualizar com páginas de BD fresquinhas.
A Natacha também perdeu a força inicial e como eu não gostava de estar sempre a chateá-la e ela detestava quando eu a chateava, acabamos por também terminar o projecto que tínhamos em conjunto (Que sorte a minha) e nem a BD a solo que ela estava a fazer (Caligo) conseguiu passar de umas poucas páginas.
E durante uns meses os Estúdios pararam!
Mais tarde, a Natacha e eu decidimos experimentar de novo, mas dessa feita, na imprensa nacional. Sondamos alguns jornais locais e o Barcelos Popular aceitou publicar o Que Sorte a minha. Uma publicação que correu entre Fevereiro de 2006 e Julho de 2007, arrecadando umas espantosas 165 páginas que eu depois comecei a colocar online em inglês para os fãs que nós já tínhamos arrecadado nos anos anteriores.
Nesse espaço de tempo não houve espaço para mais nada pois ambas estudávamos/trabalhávamos e tínhamos de preparar duas páginas a cores por semana. Foi uma altura muito compensatória e que nos abriu vários horizontes.
Depois, em Agosto 2007 tentei a minha sorte com algo diferente. Um projecto que envolvia ilustração e escrita. Era o V.I.D.A. Durou um ou dois meses, até que senti que o rumo da história não estava interessante e cortei o mal pela raiz, decidindo que aquele projecto seria antes passado a uma novela (escrita).
Desde aí escrevi e ilustrei duas BDs muito curtas (Um dia alguém lhe disse e Sonhos e Mudanças) e comecei também a trabalhar numa outra BD (Heroína).
Em suma, os Estúdios DreamGazer são um projecto praticamente falhado, que só deu fruto a um grande projecto e dois projectos pequenitos. Ainda assim, não me arrependo de um só dia ou de um só minuto que tenha dedicado a ele. E guardo, bem no fundo do meu coração, a esperança de um dia poder regressar ao mundo da banda desenhada e dos webcomics, mas neste momento sei que não vou fazê-lo nos próximos tempos por razões pessoais e de convergência de vários factores (a escrita riativa sendo a maior delas).
Ainda assim tenho tentado manter o Livejournal activo (só publico coisas que também coloco aqui, mas selecciono apenas o que tenha a ver com os projectos do DreamGazer Studios).
O futuro dirá se os Estúdios DreamGazer voltarão em força ou não. No que me diz respeito, sei que gostaria que tal acontecesse.
P.S.: Vou hoje colocar aqui umas ilustrações que fiz a pensar no 6º aniversário, mas que acabaram por não ter muito a ver. XD
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sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Os 6 anos dos Estúdios DreamGazer
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sexta-feira, 23 de abril de 2010
Visita à Feira do Livro da APACI
Hoje, às 9 horas, eu e a Natacha (mais a minha mãe) fomos à APACI, a convite da Joana Vilas Boas (pintora e professora de Educação Visual).
A intenção era falarmos um pouco sobre o nosso trabalho na banda desenhada e nos livros (ainda não publicados), e interagirmos com os utentes, promovendo o dinamismo.
Primeiro conhecemos os funcionários e a direcção, e todos foram muito simpáticos, depois mostraram-nos as instalações, que parecem muito boas, mesmo quando a associação tem cerca de 32 anos de existência.
Assim que a visita terminou, ou mesmo antes, tivemos oportunidade de conhecer os utentes, algumas dezenas de adultos e crianças com necessidades especiais, que se mostraram desde o início muito receptivos e acolhedores. Foi um mimo!
Prosseguimos então para uma breve apresentação de nós e dos nossos trabalhos, respondemos a questões que colocaram e depois fomos dar uma volta pelo público, mostrando-lhes os nossos trabalhos e tentando mostrar-lhes como era uma banda desenhada.
Em seguida apresentamos algumas imagens com o projector e fomos falando dos nossos desenhos, das histórias por trás deles e de algumas técnicas de pintura digital e/ou manual.
Terminada essa fase, passamos à mais dinâmica, que por ideia (excelente) da Joana, nos disponibilizaram papel de cenário que foi estendido por cima de duas meses, onde os utentes puderam desenhar.
Improvisamos algumas vinhetas simples, cada um com uma vinheta a seu cargo, e incentivamos a que dessem asas à imaginação, ajudando-os no processo.
Quase todos participaram e pareceram muito entusiasmados o que também se reflectiu em nós.
Acabamos por ficar mais tempo do que previsto, mas nem demos por ele a passar e no final despedimos-nos dos utentes um a um, com muito gosto e carinho.
Desde já agradeço à Joana Vilas Boas por se ter lembrado de mim e pelo convite, assim como à direcção da APACI, a todos os funcionários que são uma simpatia, e especialmente aos utentes que superaram todas as minhas expectativas e se mostraram carinhosos e afáveis. Foi uma experiência única e enriquecedora!
A intenção era falarmos um pouco sobre o nosso trabalho na banda desenhada e nos livros (ainda não publicados), e interagirmos com os utentes, promovendo o dinamismo.
Primeiro conhecemos os funcionários e a direcção, e todos foram muito simpáticos, depois mostraram-nos as instalações, que parecem muito boas, mesmo quando a associação tem cerca de 32 anos de existência.
Assim que a visita terminou, ou mesmo antes, tivemos oportunidade de conhecer os utentes, algumas dezenas de adultos e crianças com necessidades especiais, que se mostraram desde o início muito receptivos e acolhedores. Foi um mimo!
Prosseguimos então para uma breve apresentação de nós e dos nossos trabalhos, respondemos a questões que colocaram e depois fomos dar uma volta pelo público, mostrando-lhes os nossos trabalhos e tentando mostrar-lhes como era uma banda desenhada.
Em seguida apresentamos algumas imagens com o projector e fomos falando dos nossos desenhos, das histórias por trás deles e de algumas técnicas de pintura digital e/ou manual.
Terminada essa fase, passamos à mais dinâmica, que por ideia (excelente) da Joana, nos disponibilizaram papel de cenário que foi estendido por cima de duas meses, onde os utentes puderam desenhar.
Improvisamos algumas vinhetas simples, cada um com uma vinheta a seu cargo, e incentivamos a que dessem asas à imaginação, ajudando-os no processo.
Quase todos participaram e pareceram muito entusiasmados o que também se reflectiu em nós.
Acabamos por ficar mais tempo do que previsto, mas nem demos por ele a passar e no final despedimos-nos dos utentes um a um, com muito gosto e carinho.
Desde já agradeço à Joana Vilas Boas por se ter lembrado de mim e pelo convite, assim como à direcção da APACI, a todos os funcionários que são uma simpatia, e especialmente aos utentes que superaram todas as minhas expectativas e se mostraram carinhosos e afáveis. Foi uma experiência única e enriquecedora!
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
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